O grande terremoto de Lisboa de 1755 acabou por transformar Portugal. Este desastre, cujo número de mortos ainda hoje é impossível de determinar, acabou significando um antes e um depois no país: modificou a capital quase completamente, provocou uma revolução política no país e acabou comovendo as mentes mais brilhantes da época. Até Voltaire e Kant escreveram sobre a tragédia. Deste lado da fronteira, os efeitos do tremor foram sentidos nas regiões de Castela, Extremadura e Andaluzia, onde o tsunami posterior provocou o maior número de mortos do lado espanhol. Sabemos mais sobre este fenômeno com a ajuda do professor Miguel Corrêa Monteiro, vice-presidente da Academia Portuguesa da História. Susana Álvarez Martínez é uma espanhola, filha de galegos, que chegou ao Brasil quando ainda era criança e acabou ficando. Hoje, é professora e orientadora de língua estrangeira em Niterói, cidade costeira do Estado do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Letras, com ênfase em Língua Espanhola, atuando principalmente nos temas de formação de professores e ensino de língua espanhola e literatura hispânica. Nossa repórter Valeria Saccone conversa com ela.