O município de Parintins, às margens do rio Amazonas, sedia o Boi-Bumbá, o maior festival folclórico da Amazônia, cuja origem está na cultura dos países da Europa, especialmente da tradição luso-ibérica do século XVI, e foi levada para o Brasil pelos colonizadores portugueses, misturando-se à cultura africana e indígena. A festa celebra uma rivalidade iniciada há quase cem anos, quando dois grandes grupos, o Boi Caprichoso e o Boi Garantido, começaram a representar nas ruas de Parintins o folclore do boi-bumbá, uma variação do bumba meu boi nordestino. Após dois anos sem comemoração por causa da pandemia do coronavírus, o festival de Parintins voltou com mais força ao Bumbódromo e concluiu com a vitória do Boi Caprichoso. O boi da estrela aproveitou para fazer também uma homenagem ao indigenista Bruno Araújo e ao jornalista britânico Dom Phillips, que foram mortos na região do Vale do Javari no início do mês. Nossa correspondente Valeria Saccone viajou até o Amazonas para conhecer o festival e conversar com Gustavo Sampaio, presidente da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur).